Sociedade Bíblica de Portugal

19 – Moisés e o Êxodo – POUPA-ME!

ORAÇÃOLouvo-te, Senhor Jesus, porque tu és o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14:6). Ajuda-me a aproximar-me de ti, enquanto leio e medito na tua Palavra viva.

Texto(s) bíblico

Instituição da Páscoa

1No Egito, o Senhor falou com Moisés e Aarão e disse-lhes: 2«Este mês será o vosso mês mais importante e o primeiro dos meses do ano. 3Digam a todo o povo de Israel o seguinte: No dia dez deste mês cada um de vós escolha um cordeiro por família, um por cada casa. 4Se a família for pequena para comer todo o cordeiro, então o chefe da família e o seu vizinho mais próximo comerão juntos, repartindo o cordeiro conforme o número de pessoas e a quantidade que cada um pode comer. 5O cordeiro não deverá ter defeitos, deve ser um macho de um ano; em vez de cordeiro, pode ser um cabrito. 6Deverão guardá-lo até ao dia catorze deste mês e, nesse dia, todos os israelitas o matarão, ao entardecer. 7Com o sangue do animal marquem as duas ombreiras e a verga da porta da casa onde o estiverem a comer. 8Nessa noite comerão a carne assada ao lume, com pão sem fermento e com plantas amargas. 9Não comam nem um só pedaço da sua carne crua ou cozida em água; apenas assada ao lume, mesmo a cabeça, as patas e as miudezas. 10Não devem deixar ficar nada para o dia seguinte; o que dele sobrar para o dia seguinte deve ser queimado. 11Quando comerem o cordeiro ou cabrito, deverão estar vestidos como se fossem viajar, ter os pés calçados e o cajado na mão e comer depressa, pois é a Páscoa do Senhor. 12Nessa noite, passarei por todo o Egito e farei morrer o primeiro filho de todas as famílias egípcias e a primeira cria de todos os seus animais e exercerei a minha justiça contra todos os deuses do Egito, porque eu sou o Senhor. 13O sangue há de servir-vos para assinalar as casas onde se encontram. Assim, quando eu vir o sangue, passarei adiante e nenhum de vós morrerá, quando eu ferir de morte os egípcios.

14Esse dia deverá ser entre vós recordado e celebrado com grande festa em honra do Senhor. Ficam obrigados a celebrá-lo para sempre, bem como os vossos descendentes. 15Durante sete dias, comerão pão sem fermento; portanto, não deverá haver fermento nas vossas casas, desde o primeiro dia. Todo aquele que comer pão com fermento, durante esses sete dias, será excluído do povo de Israel. 16Tanto no primeiro dia como no sétimo, deverão reunir-se para uma assembleia solene de oração. Nesses dias não se trabalhará, a não ser o que é preciso fazer para cada um preparar a sua comida. 17A festa dos Pães sem Fermento é uma festa que deverão celebrar, porque naquele dia fiz sair o povo de Israel do Egito como um exército. É uma obrigação que também os vossos descendentes têm de celebrar para sempre. 18Comerão pão sem fermento, desde a tarde do dia catorze, até à tarde do dia vinte e um do primeiro mês. 19Durante sete dias não deverá haver fermento nas vossas casas, e todo aquele que comer pão com fermento será excluído da comunidade de Israel, quer seja estrangeiro, quer seja israelita. 20Portanto, não comam nada que tenha fermento; onde quer que vivam, deverão comer pão sem fermento.»

21Moisés mandou chamar todos os anciãos de Israel e disse-lhes: «Vão escolher um cordeiro ou um cabrito, por cada uma das vossas famílias, e matem-no para celebrar a Páscoa. 22Em seguida, peguem num ramo de hissopo e embebam-no no sangue, que estará numa bacia; depois marquem com esse sangue a verga e as duas ombreiras da porta. Nenhum de vós deverá transpor o limiar da porta até de manhã. 23Quando o Senhor passar para ferir de morte os egípcios, ao ver o sangue na verga e nas duas ombreiras da porta, passará adiante e não deixará que a destruição entre nas vossas casas. 24Respeitem, portanto, esta lei, como lei eterna para vós e para os vossos descendentes. 25E quando entrarem na terra que o Senhor vos dará, como prometeu, deverão continuar a celebrar esta festa. 26E quando os vossos descendentes perguntarem o que é que ela significa, 27devem responder-lhes: “Isto é o sacrifício da Páscoa, em honra do Senhor, porque quando ele feriu de morte os egípcios, livrou as casas dos filhos de Israel no Egito e poupou as nossas famílias.”»

Então os israelitas inclinaram-se em adoração 28e foram cumprir o que o Senhor tinha ordenado a Moisés e a Aarão.

A morte dos primeiros filhos dos egípcios

29A meio da noite, o Senhor feriu de morte o primeiro filho de todas as famílias egípcias, desde o filho do faraó, o herdeiro do trono, até ao filho do que estava na prisão, e ainda a primeira cria dos animais. 30O faraó e os seus servidores e todos os egípcios levantaram-se durante a noite e houve grandes gritos de dor em todo o Egito. Não havia uma única casa em que não houvesse um morto. 31Nessa mesma noite, o faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes: «Vão-se embora! Saiam do meio do meu povo, vocês e os filhos de Israel. Vão adorar o Senhor, como disseram. 32Podem levar também as vossas ovelhas e vacas, como pediram, e partam. Roguem também por mim.» 33Os egípcios insistiam com os israelitas para que deixassem rapidamente o país, dizendo que iam morrer todos. 34Os israelitas pegaram na massa de pão, antes que fermentasse, envolveram as masseiras com roupa e levaram-nas aos ombros. 35Além disso, seguindo as ordens de Moisés, pediram aos egípcios objetos de ouro e de prata e vestuário. 36O Senhor fez com que os egípcios dessem de boa-vontade tudo o que os israelitas lhes pediam, e assim os israelitas despojaram os egípcios.

Os israelitas saem do Egito

37Os israelitas saíram da cidade de Ramessés e foram a pé até Sucot. Eram cerca de seiscentos mil homens, sem contar as crianças. 38Além disso, com eles ia muita outra gente e levaram grandes rebanhos e manadas de gado. 39Como não tiveram tempo de preparar comida para a viagem, porque os egípcios os obrigavam a sair do país, cozeram a massa sem fermento, que tinham levado do Egito, e fizeram pães.

40Os filhos de Israel estiveram no Egito quatrocentos e trinta anos; 41e no mesmo dia em que completaram os quatrocentos e trinta anos, todas as tribos do povo do Senhor saíram do Egito. 42Essa noite, em que o Senhor vigiou a sua saída do Egito, será a noite em que os israelitas farão vigília, de geração em geração, em honra do Senhor.

REFLEXÃO

Já alguma vez pensaste no significado da Páscoa? Está assinalada na maioria dos calendários e os Judeus, de todo o mundo, ainda a celebram. Mas, ao leres estes versículos talvez te interrogues sobre o que Deus estaria a pensar! Porquê as instruções elaboradas acerca do cordeiro e do partilhar, acerca do tempo que a carne deveria levar a ser consumida e, especialmente, acerca do que fazer com o sangue (12:1-11)? O nosso texto dá-nos duas grandes pistas.

O primeiro propósito de Deus para a Páscoa foi julgamento (12:12). Os Egípcios, não estavam, apenas, a oprimir os Judeus, cruelmente, e a escravizá-los estavam, também, profundamente envolvidos com a idolatria. Deus, simplesmente, não suporta que participemos na opressão a outras pessoas ou que adoremos qualquer outra coisa além dele. Os Egípcios faziam ambas, e Deus teve de pôr fim àquela situação, castigando-os severamente (12:29-30). Hoje em dia, as formas de opressão podem não incluir o chicote; podem ser económicas ou sociais. A idolatria pode não en-volver estátuas; pode ser, simplesmente, a forma como nos vestimos ou a atitude que temos perante a nossa equipa de futebol preferida. A verdade é que, quando oprimimos os outros ou permitimos que outras coisas na nossa vida, se tornem mais importantes do que Deus, pisamos terreno perigoso.

O segundo propósito foi criar um memorial (12:14). Ele queria que o povo se lembrasse de como ele os libertou. Mas, não apenas isso. O cordeiro e o sangue eram símbolos de uma salvação muito maior que havia de vir. Jesus era “o Cordeiro de Deus” que derramou o seu próprio sangue, para levar os pecados do mundo (João 1:29). Na verdade, durante a Última Ceia, Jesus aplicou a si próprio, especificamente, todas as imagens da Páscoa (Mateus 26:17-30). Esta era a estratégia de Deus para salvar as pessoas do pecado.

O Faraó pensou que podia resistir a Deus ou manipular os acontecimentos à sua maneira. Mas, tal como esta passagem nos mostra, Deus é quem comanda e ele está a trabalhar de forma a alcançar o seu propósito no mundo. A melhor atitude é fazer o que os Israelitas fizeram: obedecer a Deus imediatamente (12:28).

APLICAÇÃO

Há algo na tua vida que tenha mais poder sobre ti do que Deus? O que é preciso para colocar Deus no centro da tua vida?

ORAÇÃO

Senhor Deus, eu sei que és tu quem controla o mundo e a minha vida. Liberta-me de qualquer coisa que me impeça de te adorar, de todo o coração.

Sociedade Bíblica de Portugalv.4.20.15
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