Sociedade Bíblica de Portugal

98 – A Revelação – O CÉU!

ORAÇÃOÉs digno, meu Senhor e meu Deus, de receber glória e honra e poder, pois criaste todas as coisas, e pela tua vontade elas foram criadas e têm a sua existência.

Texto(s) bíblico

Deus no seu trono

1Depois tive a seguinte visão: vi uma porta aberta no Céu. A primeira voz que eu tinha ouvido era como a duma trombeta, e dizia assim: «Sobe até aqui! Vou mostrar-te o que vai acontecer a seguir.»

2Imediatamente o Espírito se apoderou de mim. Vi então um trono no Céu e nele estava sentado alguém 3que tinha o aspeto brilhante duma pedra preciosa, de jaspe e de sardónica. O trono estava rodeado de um arco-íris que brilhava como uma pedra de esmeralda. 4À volta do trono havia mais vinte e quatro tronos e, nestes tronos, estavam sentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco e com coroas de ouro na cabeça. 5Do trono saíam relâmpagos, estrondos e trovões. Havia sete archotes ardentes que brilhavam diante do trono: são os sete espíritos de Deus. 6Diante do trono havia como que um mar, límpido como o cristal.

No meio do trono e à sua volta havia quatro seres vivos cheios de olhos, tanto por diante como por trás. 7O primeiro era semelhante a um leão, o segundo parecia-se com um touro novo, o terceiro tinha um rosto semelhante ao de um homem e o quarto era parecido a uma águia a voar. 8Cada um dos quatro tinha seis asas e estavam cobertos de olhos por toda a parte, tanto por dentro como de fora. Cantam de dia e de noite sem nunca parar:

«Santo, Santo, Santo

é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso,

aquele que era, que é e que há de vir

9Sempre que os quatro seres vivos cantam hinos de glória, de louvor e ação de graças àquele que está sentado sobre o trono e que vive por todo o sempre, 10os vinte e quatro anciãos caem por terra diante daquele que está sentado sobre o trono e prostram-se diante daquele que vive por todo o sempre. Lançam as suas coroas aos pés do trono e dizem:

11«Tu és digno ó Senhor e nosso Deus,

de receber a glória, a honra e o poder

pois tu criaste todas as coisas

e foi por tua vontade que elas existem e foram criadas!»

O livro do Cordeiro de Deus

1Vi um livro em forma de rolo na mão direita daquele que estava sentado sobre o trono. Estava escrito por dentro e por fora, e estava lacrado com sete selos. 2E vi um anjo poderoso que exclamava com voz forte: «Quem é digno de quebrar os selos e abrir o livro?» 3Mas não havia ninguém, nem no Céu, nem na Terra, nem debaixo da terra, que pudesse abrir o livro e ver o que lá estava escrito. 4Eu chorava muito, porque não havia ninguém que fosse digno de abrir o livro e de ver o que lá estava escrito.

5Então um dos anciãos disse-me: «Não chores! O Leão da tribo de Judá e descendente do rei David alcançou a vitória e vai quebrar os sete selos e abrir o livro.»

6Depois vi no meio do trono, dos quatro seres vivos e dos anciãos, um Cordeiro que estava de pé e parecia que tinha sido sacrificado. Tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados por todo o mundo. 7O Cordeiro aproximou-se daquele que estava sentado sobre o trono e tomou o livro da sua mão direita. 8Quando o recebeu, os quatro seres vivos e os vinte e quatro anciãos caíram por terra diante do Cordeiro. Cada um deles tinha uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. 9E cantavam um cântico novo:

«Tu és digno de receber o livro

e de quebrar os selos,

porque foste sacrificado e com o teu sangue

resgataste para Deus

gente de todas as tribos e de todas as línguas,

de todos os povos e de todas as nações.

10Fizeste deles um reino de sacerdotes

para servirem o nosso Deus,

e eles hão de reinar sobre a Terra.»

11Na visão ouvi a voz de um grande número de anjos. Eram aos milhares e milhares sem conta. Estavam à volta do trono, dos quatro seres vivos e dos anciãos 12e cantavam com voz forte:

«O Cordeiro que foi sacrificado é digno de receber

o poder, a riqueza, a sabedoria e a força,

a honra, a glória e o louvor.»

13E ouvi todas as criaturas que estão no Céu, na Terra, debaixo da terra e no mar, responder com todos os seres que ali existem:

«Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro,

o louvor e a honra, a glória e o poder

por todos os séculos dos séculos.»

14Os quatro seres vivos respondiam: «Ámen!» E os anciãos caíram por terra em adoração.

A quebra dos selos

1Na visão, quando o Cordeiro quebrou o primeiro dos sete selos, ouvi um dos quatro seres vivos dizer com voz forte, que mais parecia um trovão: «Vem!» 2Nisto vi um cavalo branco. O cavaleiro tinha um arco, entregaram-lhe uma coroa e, vitorioso, saiu para continuar a vencer.

3Depois, o Cordeiro quebrou o segundo selo e ouvi o que dizia o segundo ser vivo: «Vem!» 4Depois apareceu um cavalo vermelho. O seu cavaleiro recebeu uma grande espada e foi-lhe dado o poder de tirar da Terra a paz, para que os homens se matassem uns aos outros. 5Então o Cordeiro quebrou o terceiro selo e ouvi o que dizia o terceiro ser vivo: «Vem!»

A seguir apareceu um cavalo preto. O seu cavaleiro trazia uma balança na mão. 6E ouvi como que uma voz que vinha dos quatro seres vivos e que dizia: «Um quilo de trigo como salário de um dia e três quilos de cevada como salário de um dia. Mas não estraguem o azeite nem o vinho.» 7A seguir, o Cordeiro quebrou o quarto selo e ouvi o que o quarto ser vivo dizia: «Vem!» 8Depois apareceu um cavalo esverdeado. O seu cavaleiro chamava-se Morte e o mundo dos mortos o acompanhava. Deram-lhes o domínio sobre a quarta parte da Terra, para exterminarem os homens pela espada, pela fome, pela doença e pelas feras. 9Quando o Cordeiro quebrou o quinto selo, vi debaixo do altar do incenso aqueles que tinham sido mortos por terem proclamado a mensagem de Deus e por terem sido fiéis ao seu testemunho. 10Eles exclamavam em voz alta:

«Até quando temos de esperar que faças justiça,

ó soberano Senhor, santo e verdadeiro,

pedindo contas do nosso sangue aos habitantes da Terra?»

11Cada um deles recebeu uma veste branca e foi-lhes pedido que tivessem paciência por mais um pouco, até que se completasse o tempo em que os seus companheiros e irmãos deviam passar também pela morte.

12Na visão, quando o Cordeiro quebrou o sexto selo, deu-se um grande tremor de terra. O Sol tornou-se preto como um pano de luto e a Lua tornou-se vermelha como o sangue. 13As estrelas do céu caíram sobre a Terra como os figos ainda verdes caem da figueira quando a sacode um forte vendaval. 14O céu desapareceu como um pergaminho que se enrola. As montanhas e as ilhas foram arrancadas dos seus lugares. 15Os reis da Terra, os grandes, os chefes militares, os ricos, os poderosos, todos os escravos e os livres se esconderam nas cavernas e entre os rochedos das montanhas. 16Eles pediam às montanhas e aos rochedos: «Caiam sobre nós e escondam-nos longe do olhar daquele que está sentado sobre o trono e longe da ira do Cordeiro, 17porque chegou o dia terrível da sua ira, e quem lhes poderá resistir?»

A multidão do povo de Deus

1Depois disto, vi quatro anjos de pé, cada um num dos quatro cantos da Terra que seguravam os quatro ventos da terra, para não soprarem sobre ela, nem sobre o mar nem sobre as árvores.

2Vi um outro anjo que apareceu do lado de onde nasce o Sol e tinha na mão o selo do Deus vivo. Ele gritou com voz muito forte para os quatro anjos a quem Deus tinha dado o poder de fazer mal à terra e ao mar: 3«Não façam mal à terra nem ao mar, nem às árvores, antes de marcarmos com um selo a fronte dos que seguem o nosso Deus.»

4E ouvi o número dos que foram marcados na fronte. Eram cento e quarenta e quatro mil, e de todas as tribos de Israel:

5doze mil da tribo de Judá,

doze mil da tribo de Rúben,

doze mil da tribo de Gad,

6doze mil da tribo de Asser,

doze mil da tribo de Neftali,

doze mil da tribo de Manassés,

7doze mil da tribo de Simeão,

doze mil da tribo de Levi,

doze mil da tribo de Issacar,

8doze mil da tribo de Zabulão,

doze mil da tribo de José,

e doze mil da tribo de Benjamim.

9Em seguida vi uma tal multidão, impossível de contar. Eram de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, vestidos de branco, diante do trono e diante do Cordeiro e tinham ramos de palmeira nas mãos. 10Diziam com voz muito forte:

«A salvação pertence ao nosso Deus,

que está sentado no trono,

e ao Cordeiro!»

11Todos os anjos que estavam de pé à volta do trono, dos anciãos e dos quatro seres vivos prostraram-se por terra diante do trono e adoravam a Deus, 12dizendo:

«Ámen! O louvor, a glória, a sabedoria,

a ação de graças, a honra, o poder e a força

pertencem ao nosso Deus por todo o sempre. Ámen!»

13Um dos anciãos perguntou-me: «Esta gente vestida de branco, quem são eles e donde vieram?» 14Eu respondi-lhe: «Senhor, tu bem sabes!» Então disse-me: «São aqueles que passaram pela grande perseguição e que lavaram as suas vestes no sangue do Cordeiro e elas ficaram brancas. 15Por isso é que estão diante do trono de Deus e servem a Deus de dia e de noite no seu templo. E aquele que está sentado no trono protegê-los-ás como uma tenda. 16Nunca mais terão fome nem sede. O Sol e o calor nunca mais lhes farão mal 17porque o Cordeiro, que está no trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes das águas da vida. Deus enxugará para sempre as lágrimas dos seus olhos.»

Apocalipse 4:1-7:17BPTAbrir na App Bíblia para todos

REFLEXÃO

Que grande sonho este! Vinte e quatro anciãos vestidos de branco, cavalos, criaturas com asas, uma grande multidão em adoração e mais. Não são precisos efeitos especiais, para dar vida a este texto. Alguns têm tentado determinar com exatidão o significado de cada pormenor, mas, para aquilo que nos propomos, é mais importante olhar para o plano geral: esta é uma visão do céu.

Qual é a tua visão do céu? A visão estereotipada do céu, é um lugar nas nuvens para onde as pessoas vão depois de morrer, tocar harpa e ver os seus familiares na terra. A música Country dá a entender, que a melhor coisa em relação ao céu é podermos rever os nossos pais. Talvez o façamos, mas, a melhor coisa será, de longe, vermos Jesus. O Cordeiro de Deus está no centro do céu (5:6; 7:17). Mais nada se compara a isso.

No entanto, existem alguns aspetos inquietantes na visão de João. Por exemplo, caminho para o céu nem sempre é uma jornada sentimental; às vezes, envolve sofrimento (6:9). Além disso, parece, também, que as coisas podem piorar antes de, finalmente, melhorarem (capítulo 6). Mas, para aqueles que pertencem ao Cordeiro, o fim transforma-se no princípio de uma maravilhosa eternidade com Jesus (7:15-17).

Então, o que faremos no céu? O Livro do Apocalipse realça a adoração como sendo a principal ocupação. O que mais poderíamos fazer na presença de Jesus? Repara na constituição desta espetacular comunidade de adoradores: “todas as nações, tribos, povos e línguas” (7:9), estarão representadas. A razão pela qual devemos partilhar as Boas Novas com todas as pessoas e acolhê-las nas nossas igrejas, não é para sermos politicamente corretos, mas porque é assim que o céu vai ser.

APLICAÇÃO

Por que queres ir para o céu? Se Deus te dissesse, “Por que deveria deixar-te entrar no céu?”, o que lhe responderias?

ORAÇÃO

Louvo-te por me teres salvo e por me dares o céu como esperança.

Sociedade Bíblica de Portugalv.4.21.9
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