Sociedade Bíblica de Portugal

Dia 11

Texto(s) bíblico

Convite da sabedoria

1A sabedoria edificou a sua casa,

talhou para ela sete colunas.

2Matou animais para o banquete,

preparou o vinho e pôs a mesa.

3Depois enviou as suas criadas,

para anunciarem nos pontos mais altos da cidade:

4«Quem for simples venha para aqui.»

Aos fracos mandou dizer:

5«Venham comer do meu pão

e beber do vinho que preparei.

6Afastem-se dos insensatos e viverão,

sigam pelo caminho que leva ao entendimento.»

7Quem repreende o arrogante só recebe desprezo

e quem censura o homem mau será insultado.

8Não repreendas o orgulhoso, porque ele fica a odiar-te;

mas critica o sábio que ele te ficará reconhecido.

9O que disseres a um sábio torná-lo-á mais sábio;

o que ensinares a um homem honesto aumentará o seu saber.

10O temor do Senhor é o princípio da sabedoria;

conhecer o que é santo é ter entendimento.

11Por mim, se multiplicarão os teus dias,

e prolongarão os teus anos de vida.

12Se fores sábio, para teu proveito o serás,

se fores arrogante, só tu sofrerás as consequências.

Convite da estupidez

13A estupidez é como uma mulher irrequieta,

tonta e ignorante.

14Senta-se numa cadeira à porta de casa,

ou nos lugares mais altos da cidade,

15para convidar os que por ali passam,

seguindo o seu caminho:

16«Quero que os simples venham para aqui.

Quero dizer aos fracos

17que a água roubada é mais saborosa

e o pão comido às escondidas sabe melhor.»

18Mas eles não sabem que em casa dela está a morte

e que os seus convidados jazem mortos no abismo.

O que quer que construamos alicerçado na sabedoria é garantidamente sólido, duradouro e amplo. A nossa casa interior é principescamente enriquecida quando tem Deus por fundamento. E este tipo de investimento, mais do que para gente importante ou endinheirada, é para os simples de coração. São os humildes de espírito que se mostram prontos a qualquer hora para aprender. Não blindam o pensamento, nem se presumem proprietários de todos os ângulos da verdade. Progridem porque assumem as suas limitações e se dispõem a expor as suas dúvidas. Não escondem a fome que têm de Deus e o agrado que sentem por se sentar à Sua mesa. Preferem passar um bom tempo à conversa com Ele do que ter “insensatos” por companhia. O que interessa mesmo aos sábios é “o caminho que leva ao entendimento.” E para isso há que cultivar um espírito ensinável. O avesso desta postura é próprio dos arrogantes, que ripostam com desprezo a torto e a direito a quem se atreva a repreendê-los. É triste dizê-lo, mas corrigir uma pessoa mal-intencionada é geralmente sinónimo de se vir a ser insultado. O orgulhoso não suporta ser repreendido, pois tem um ego tão grande que ganha uma aversão descomunal a quem ousa sinalizar-lhe alguma falha. Já o verdadeiro erudito até agradece que o critiquem, pois é uma oportunidade de melhorar e crescer. Encara essa abordagem de forma salutar, interpretando-a como indicador de que possui interlocutores que se importam consigo. Tudo o que se disser a uma pessoa sensata fortalecê-la-á e o que se ensinar a alguém “honesto aumentará o seu saber.” Sim, abençoado é quem abraça o lema: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria.” Viver sob a alçada de Deus contribui decisivamente para a qualidade dos nossos dias. Cabe-nos a nós escolher entre o bom proveito da sabedoria e as consequências da arrogância. Haja diariamente um pingo de lucidez para não nos deixarmos embriagar com propostas loucas que, prometendo-nos mundos e fundos, nos distanciam de Deus.

Sociedade Bíblica de Portugalv.4.21.9
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