Sociedade Bíblica de Portugal

Dia 23

Texto(s) bíblico

1O espírito do rei é como um ribeiro,

que a mão do Senhor dirige para onde quer.

2Ao homem, parece-lhe bem tudo o que faz,

mas o Senhor é quem julga as intenções.

3A prática da justiça e da retidão

é mais agradável ao Senhor do que as ofertas.

4O pecado dos perversos manifesta-se

no olhar altivo e no espírito orgulhoso.

5Os planos bem trabalhados dão bons resultados;

os que se fazem à pressa levam à miséria.

6As riquezas obtidas por meio de mentiras

são a ilusão passageira que arrasta para a morte.

7A violência dos homens maus leva-os à ruína,

porque recusam comportar-se com retidão.

8A conduta do homem perverso é tortuosa;

a do homem honrado é reta.

9Mais vale morar num canto do terraço

que viver com mulher quezilenta em casa ampla.

10O homem perverso só pensa em fazer o mal:

não tem pena do seu semelhante.

11Quando o homem insolente é castigado,

o insensato recebe uma lição de sabedoria;

mas o sábio aprende com a própria experiência.

12Deus é justo: sabe o que se passa na casa dos perversos

e atira com eles para a desgraça.

13Quem é surdo aos rogos dos infelizes

também não obterá resposta ao pedir socorro.

14Um presente dado discretamente acalma a ira;

uma oferta às ocultas vence a mais forte indignação.

15É uma alegria para o justo fazer o que é reto;

para os que praticam a iniquidade é a desgraça.

16O homem que se desvia do caminho do bom senso

irá repousar na companhia dos mortos.

17Quem se entrega aos prazeres acabará na pobreza;

o que ama o vinho e os perfumes não enriquecerá.

18Castigar os maus e os traidores

é fazer justiça a favor dos justos e honestos.

19Mais vale viver num canto deserto

do que com uma mulher quezilenta e colérica.

20Na casa do sábio há ricos e preciosos tesouros;

o insensato gasta tudo o que tem.

21Há alegria para o justo quando se faz justiça;

mas terror para os que praticam a iniquidade.

22Um sábio pode atacar uma cidade defendida por heróis

e derrubar as fortificações em que eles confiavam.

23Quem tem cuidado com aquilo que diz

nunca se mete em apuros.

24O homem arrogante é presumido e trocista:

trata os outros com orgulho e desdém.

25Os desejos do preguiçoso conduzem-no à morte,

porque as suas mãos não querem trabalhar.

26Alguns passam o tempo a cobiçar mais e mais;

o homem justo dá sem guardar nada para si.

27O sacrifício do ímpio é abominável,

ainda mais quando é oferecido com más intenções.

28A falsa testemunha será destruída,

mas o homem que sabe escutar poderá sempre responder.

29O homem perverso aparenta estar seguro de si;

o homem reto está certo do seu comportamento.

30Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho

que contrariem a vontade do Senhor.

31Prepara-se o cavalo para o dia da batalha,

mas é o Senhor quem dá a vitória.

Quer queiramos quer não o curso da nossa vida está nas mãos de Deus, por mais força que façamos para nos agarrarmos ao volante da mesma. Devemos, com certeza, fazer escolhas em momentos chave, mas convém pedir-Lhe que nos ajude a aferir as nossas reais motivações. Há que fazer o trabalhinho de casa e vigiar a nossa velha natureza, que por sinal está aí sempre para as curvas, cheia de genica. “O olhar altivo e o espírito orgulhoso” são das primeiras coisinhas que se impõe controlar. Travemos igualmente a fundo quando nos depararmos com possibilidades de enriquecer à custa de mentiras. Não nos iludamos com algo que nos arrastará para a morte, daí que também a violência, a preguiça e a cobiça não sejam boas companheiras, muito menos conselheiras idóneas. Dispensemos sem cerimónia qualquer tipo de ajuda mal-intencionada. Por isso, atenção redobrada com falsas testemunhas e gente perversa. Rodeemo-nos de pessoas que sabem escutar, pois são essas que, no pouco que dizem, nos podem conduzir às respostas que procuramos. Desprendamo-nos de prazeres assolapados, caso contrário arruinar-nos-ão, fazendo-nos gastar compulsivamente tudo o que temos e não temos. Ao invés de espatifarmos recursos e nos fazermos surdos ao rogo dos desafortunados, disciplinemo-nos a partilhar. Sim, “a prática da justiça agrada a Deus.” Sejamos intencionais no que damos e dizemos, pois, “os planos bem trabalhados dão bons resultados.” Alegremo-nos constantemente em “fazer o que é reto.” Aprendamos com os nossos próprios erros e não sejamos casmurros a ponto de os varrermos para baixo do tapete. Pugnemos pela generosidade, polvilhando-a com discrição, e desfaremos inúmeras desavenças em potência. Mas nada de acanhamentos quando for para bater o pé “em favor dos justos e honestos.” Enfrentemos todos os bastiões da autossuficiência com inteligência: “Um sábio pode atacar uma cidade defendida por heróis e derrubar as fortificações em que eles confiavam.” Adotemos a simplicidade e a paz como lema de vida, contentando-nos com pouco, sem mania das grandezas. Não queiramos proximidade com a arrogância e a troça, mas andemos de mão dada com a ponderação e seremos poupados de imensos tropeções. Jamais percamos a noção que Deus na Sua justiça não permite que a Sua vontade seja deturpada. Preparemo-nos bem para as batalhas do quotidiano, contudo tenhamos bem presente que “é Ele quem dá a vitória.”

Sociedade Bíblica de Portugalv.4.21.9
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